Como fazer corretamente a reeducação alimentar

A alimentação é parte integrante da nossa vida. Afinal, ‘nós somos o que comemos’ e, portanto, existem diversos cuidados que se devem ter numa alimentação. Existem imensas pessoas com problemas de saúde muito graves, que se devem à sua alimentação deficiente.Será que é complicado ter uma alimentação saudável? Talvez não. Será que é possível reeducar-se, começando a adquirir bons hábitos alimentares? Claro que sim.

Erros

Existem diversos erros, que podem comprometer uma alimentação adequada. O único erro não é apenas comer o que não deve. Não comer nas horas certas, comer muito rápido, não valorizar as refeições mais importantes, ou simplesmente não beber a quantidade de água exigível por dia, são erros que as pessoas não dão importância e que se revelam fundamentais para melhor alimentação.

Passos

Existem alguns passos, que o poderão ajudar a reeducar a sua alimentação, para que se sinta melhor no seu dia-a-dia. Afinal, o que pretendemos é, uma alimentação cuidada, equilibrada e completa.

1º passo – O pequeno-almoço é a principal refeição do dia, e muitas pessoas desprezam esta refeição bebendo apenas um café. É um erro terrível que em nada potencia o seu desempenho ao longo do dia. Basicamente, vai em jejum para o trabalho, o que não é, de todo uma boa opção.

2º passo – Comer em horas definidas. Devemos consumir seis refeições ao longo do dia. Uma de 3 em 3 horas é o ideal, isto previne que se sinta com fome e que na refeição seguinte coma em demasia, e não é uma boa premissa para uma boa alimentação. Pequeno almoço, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e para finalizar, a ceia. Estas são as seis refeições que deve contar no seu dia-a-dia. De salientar que os lanches e a seia, devem ser refeições mais light, ou seja, mais leves.

3º passo – Controlar o que come. Não compre alimentos que não sejam os mais acertados, para não ter ‘tentações’. É uma boa forma de se ‘defender’ e evitar que consuma alimentos que não são os mais aconselháveis.

4º passo – Mastigar lentamente, é uma das peças de relevância na alimentação. Comer devagar, mastigando bem os alimentos, é uma boa premissa para a digestão que se segue, e que faz parte do nosso ‘processo alimentar’. Uma boa forma de cumprir este passo, consiste em pousar os talheres sempre que coloca comida na boca.

5º passo – Comer sopa antes do prato principal. Consuma uma sopa que seja do seu agrado antes do prato principal. São ricas em legumes e pobres em gordura, o que é considerado bastante positivo numa alimentação cuidada.

6º passo – Alterne entre peixe e carne (alternando esta, entre carne branca e carne vermelha). É importante que a alimentação seja variada, para que adquira diferentes fontes de proteína.

7º passo – Equilíbrio deve ser uma das palavras de ordem, saber o que comer e as quantidades é importantíssimo. Uma boa forma de controlar esta situação, é verificando a roda dos alimentos e cumprir com as proporções propostas pela mesma.

Benefícios

Os benefícios de ter uma alimentação saudável, são evidentes. A saúde e o desenvolvimento físico, são fundamentais na nossa vida. Uma alimentação saudável permite evitar problemas indesejados, para além de se sentir com imensa energia e conseguir potenciar as suas capacidades ao longo do dia.

Saúde

Como já foi referido, uma alimentação cuidada, é crucial para a saúde do ser humano. Uma alimentação adequada proporciona uma vida mais saudável e mais longa. Previne imensas doenças, sendo a mais relevante a obesidade. Reduz o risco de possíveis riscos de contrair infeções, pois oferece defesas ao organismo. Para além disto controla imensas doenças relacionadas com o coração e com a circulação sanguínea.

Desenvolvimento físico

Uma alimentação adequada, propicia também, diversos benefícios no que ao desenvolvimento físico diz respeito. Melhora a condição física e atlética, dando possibilidades de obter maior desempenho nos exercícios físicos que executa. Controla o peso corporal e ao mesmo tempo, aumenta a densidade óssea. O aumento da capacidade de resistência é um importante benefício, assim como a melhoria da capacidade respiratória. Aliado a tudo isto, permite uma recuperação mais rápida depois dos exercícios.

O vicio por chocolate e seus problemas

O chocolate quase chega a ser uma paixão nacional ou até mundial e com a aproximação da Páscoa, as gostosuras se tornam ainda mais evidentes, aumentando bastante o consumo de chocolate por parte da população. A tentação de comer mais e mais chocolate não atinge somente esta ou aquela pessoa e sim uma parcela grande, que não consegue se conter diante de uma barra e não se contenta somente com um pedacinho.

Muitas das pessoas que não vivem sem chocolate se consideram como apaixonadas pelo alimento, mas, na verdade são chocólatras, pessoas que tem vício pela gostosura. Mas como conseguir separar um apaixonado por chocolate de alguém que, de fato é viciado no doce? Será que o fato de comer chocolate todos os dias já pode ser considerado um vício?

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Problemas com o chocolate

O Vício X A Preferência

Arthur Kaufman, psiquiatra docente da USP (Universidade de São Paulo), encabeçou uma pesquisa com alguns voluntários que apresentavam certa compulsão por chocolate. Segundo ele a diferença entre uma pessoa que gosta de chocolate e um chocólatra é que o chocólatra possui compulsão pelo doce, da mesma forma que aquelas pessoas compulsivas por internet, jogos e droga.

O chocolate vicia, pois contém substâncias que ativam determinadas áreas do cérebro que são responsáveis pela sensação de prazer e bem estar, por isso, acaba sendo consumido em excesso pelos compulsivos.

Há sempre que controlar o desejo de devorar os chocolates!

Sintomas do vício

A pessoa que é viciada em chocolate é capaz de comer uma caixa inteira em apenas alguns minutos, com isso, ingere uma grande quantidade num curto espaço de tempo. Em muitos casos acaba por se arrepender do ato e provoca o vômito.

Além disso, a pessoa viciada pode apresentar outros sintomas, como comer o chocolate escondido dos demais, em razão de ter constrangimento ou ainda por não querer que ninguém mais coma o doce, e até sair altas da noite, desconsiderando o perigo, para comprar o chocolate, se não o tiver em casa.

Então, podemos observar que o chocólatra é aquela pessoa que não vive sem o chocolate. Essa forma de fissura pelo doce recebe em inglês o nome de craving.

Ter compulsão por chocolate é bem diferente de gostar bastante do doce, ou ainda de exagerar na dose no período da TPM e até mesmo de comer um ou outro para driblar a falta de sexo e de carinho.

Consequências do vício

Artur ainda aponta que as consequências originárias do vício pela guloseima são mais sociais do que relacionadas à saúde. Muitas pessoas podem se sentir culpadas ao se verem no espelho, já que ganham bastante peso com o vício. Entretanto, o maior prejuízo aparece com a convivência com as demais pessoas, já que as relações acabam ficando comprometidas.

Há relatos de pessoas que sentiram sintomas estranhos depois de consumirem o chocolate em excesso, como irritação, tristeza e até mesmo dor de cabeça. Por exemplo, o chocolate ao leite é capaz de motivar no organismo uma maior sensação de bem-estar momentânea, porém, da mesma forma que o álcool, logo passa e aparece o lado ruim. Com isso, a pessoa viciada acaba se vendo obrigada a comer sempre mais e mais para passar por aquela sensação boa novamente.

Problemas de saúde que podem aparecer

O consumo em excesso de chocolate por acabar gerando, em determinadas pessoas, alguns problemas, tais como:

-ganho de peso,

-aumento do abdômen

-gordura em excesso na parede das artérias

-hipertensão arterial, culminando num infarto

-colesterol alto

-diabetes do tipo 2

Ocorre que, ao contrário do que se observa, nem toda pessoa viciada em chocolate é obesa. Há pessoas de todos os perfis envolvidas com o vício, desde crianças até idosos, obesos ou não. O chocolate necessariamente não é engordativo, já que nem todos os viciados comem aqueles mais gordurosos; e ainda muitas dessas pessoas praticam atividade física regular e têm cuidado com a alimentação.

O problema maior do chocolate não é ele em si, mas o açúcar que vem embutido em cada uma das mordidas.

Tratamento
O chocólatra tem que observar que aquele comportamento está trazendo problemas e se entregar de livre vontade a um tratamento. O mesmo deve ser feito à base de medicação e psicoterapia, conforme o caso e o grau de compulsão. Em grande parte, a pessoa está passando por problemas de depressão ou ansiedade.

Quase sempre o viciado em chocolate não buscar o tratamento, pois não vê nisso um vicio, e leva os sintomas na brincadeira, achando que o que acontece com ele é perfeitamente normal.